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Relação entre reposição hormonal e câncer de mama

Relação entre reposição hormonal e câncer de mama

A reposição hormonal é uma aliada importante no alívio dos sintomas da menopausa, mas também levanta dúvidas sobre sua relação com o câncer de mama. Entender quando ela pode ser feita com segurança é essencial para cuidar da saúde sem riscos desnecessários.

Terapia de reposição hormonal e o risco de câncer

Estudos mostram que a terapia hormonal combinada (estrogênio + progesterona) pode aumentar discretamente o risco de câncer de mama quando usada por períodos prolongados. Já a reposição com apenas estrogênio parece ter um risco menor, especialmente em mulheres histerectomizadas.

No entanto, é importante distinguir risco relativo (quanto aumenta comparado a quem não usa) do risco absoluto (quantos casos extras por 10.000 mulheres-ano). Uma metanálise publicada no periódico Lancet mostra aumento relativo dos casos de câncer de mama entre mulheres que fazem uso da terapia hormonal, mas aponta que o impacto absoluto depende da idade e de fatores individuais (ex.: idade de início da TH, história familiar, obesidade).

Ou seja, para mulheres mais jovens e de baixo risco basal, o aumento absoluto é menor; em usuárias prolongadas e de idades maiores, o número de casos adicionais por 10.000 mulheres-ano é maior. Por isso, a avaliação individual é determinante.

Avaliação individual é essencial

Cada paciente deve ser avaliada de forma cuidadosa e multidisciplinar, envolvendo ginecologista e oncologista. A decisão sobre a terapia hormonal leva em conta diversos fatores que influenciam diretamente o risco e a segurança do tratamento.

Entre os principais pontos de atenção estão: o tipo de terapia hormonal utilizada (a combinada de estrogênio e progesterona está associada a maior risco que o estrogênio isolado), a idade de início, a duração do uso (com risco crescente em tratamentos prolongados, especialmente após 5 a 10 anos) e a presença de histórico pessoal ou familiar de câncer de mama.

Esses fatores precisam ser avaliados em conjunto, sempre com o objetivo de equilibrar alívio dos sintomas, qualidade de vida e prevenção oncológica.

Alternativas e acompanhamento 

Existem opções não hormonais que podem ajudar a aliviar sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor. Entre elas estão medicações específicas (como antidepressivos em baixas doses), além de mudanças no estilo de vida. Aqui, é possível destacar atividade física regular, acupuntura, técnicas de relaxamento e controle do estresse.

Essas alternativas devem ser discutidas com o ginecologista ou endocrinologista, que poderá orientar a escolha mais adequada para cada caso.

Quando a mulher opta pela terapia hormonal, o acompanhamento médico deve ser rigoroso. É essencial:

  • Realizar mamografias regulares e outros exames de rastreamento conforme orientação médica.
  • Manter consultas periódicas com ginecologista e oncologista para reavaliar riscos e benefícios.
  • Revisar periodicamente a necessidade de manter o tratamento, ajustando dose e tempo de uso.

A reposição hormonal pode ser segura e benéfica para muitas mulheres — desde que conduzida com avaliação individualizada e acompanhamento contínuo.

FAQs – Perguntas Frequentes

Não. O risco é discreto e depende do tipo de hormônio, da dose e do tempo de uso.

A indicação depende do subtipo molecular do tumor, avaliado por exames genéticos e imuno-histoquímicos.

Sim. Mesmo substâncias “naturais” podem ter efeito hormonal e devem ser avaliadas com cuidado.

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