Mitos e verdades sobre o câncer de mama: o que é real a respeito da doença
O câncer de mama é algo que desperta medo, insegurança e dúvidas. Parte disso vem da grande quantidade de informações incompletas ou incorretas que circulam especialmente nas redes sociais. Por isso, entender o que é mito e o que é real sobre a doença impacta diretamente a prevenção, o diagnóstico precoce e as chances de um tratamento eficaz.
Conheça abaixo mitos e verdades sobre o câncer de mama e confira informações essenciais para tomar boas decisões ao se deparar com um diagnóstico como esse.
Câncer de mama: mitos e verdades
Quando se fala em câncer de mama, é comum que ideias ultrapassadas ou distorcidas se misturem a dados científicos. Esse cenário de desinformação pode causar impactos reais, como atrasar exames, gerar receios desnecessários com o tratamento e até reduzir chances de cura. A informação em oncologia é, portanto, algo muito valioso a se buscar.
Veja a seguir mitos e verdades sobre o tema:
Pacientes têm direito à cirurgia reconstrutiva junto da mastectomia (verdade)
Em muitos casos, a reconstrução da mama pode ser feita na mesma cirurgia da mastectomia. Isso se chama reconstrução imediata, e a viabilidade do procedimento depende de fatores clínicos, do tipo de tumor e do tratamento indicado. Este é, inclusive, um direito do paciente pelo próprio Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde.
Além de benefícios estéticos, a reconstrução da mama contribui para o bem-estar emocional do paciente. Conheça mais sobre os benefícios da reconstrução mamária clicando aqui.
Câncer de mama tem cura (verdade)
Embora ainda seja uma doença grave, o câncer de mama apresenta altas taxas de cura quando o diagnóstico acontece precocemente. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), por exemplo, mostram que tumores detectados em estágios iniciais podem ter taxas de sobrevida superiores a 90%.
Isso reforça a importância da informação sobre a doença, algo que impacta na prevenção e proporciona o diagnóstico precoce.
Câncer de mama é uma das doenças mais fatais para mulheres no mundo (verdade)
Globalmente, o câncer de mama é o tipo de câncer mais diagnosticado em mulheres, e uma das principais causas de morte por câncer feminino. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que o impacto da doença está ligado, em grande parte, ao diagnóstico tardio.
Quimioterapia é o único tratamento para câncer de mama (mito)
A quimioterapia é apenas uma das muitas estratégias de tratamento do câncer de mama. Atualmente, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, hormonioterapia, terapias-alvo e estratégias baseadas em testes genéticos dentro do conceito de medicina de precisão.
Todo câncer de mama é igual (mito)
Existem diferentes subtipos de câncer de mama, cada um com particularidades de comportamento. Alguns, por exemplo, respondem à terapia hormonal, enquanto outros não apresentam qualquer chance de reagir positivamente a esse tratamento. Alguns crescem lentamente, enquanto outros são bastante agressivos.
Essa diversidade explica por que dois pacientes podem ter experiências muito diferentes, mesmo ambos tendo o diagnóstico de câncer de mama.
Todo paciente com câncer de mama consegue palpar o nódulo (mito)
Nem sempre há um caroço perceptível. Isso porque alguns tumores (especialmente em estágios iniciais) são pequenos, profundos ou detectáveis apenas em exames de imagem. Por isso, confiar apenas no autoexame pode atrasar o diagnóstico. A atenção aos sinais do câncer de mama e à periodicidade dos exames de rotina é fundamental.
Homens podem ter câncer de mama (verdade)
Embora seja mais raro, homens também podem ter câncer de mama, e o desconhecimento desse fato costuma atrasar o diagnóstico em homens.
A forma de diagnosticar a doença em homens é a mesma (ou seja, por meio de exames de imagem). Como não há diretrizes de rastreio específicas para este público, é importante que eles atentem aos sinais da doença.
Somente mulheres idosas têm câncer de mama (mito)
Esse é um ponto recorrente entre as dúvidas sobre câncer de mama. O risco de ter a doença aumenta com a idade, mas mesmo mulheres jovens podem ter a doença. Casos em pacientes com menos de 40 anos não são tão incomuns, especialmente quando há histórico familiar ou alterações genéticas de predisposição.
Anticoncepcional sempre causa câncer de mama (mito)
O uso de anticoncepcionais pode estar associado a um leve aumento no risco de ter a doença, mas não é um fator determinante isoladamente. A avaliação do risco deve ser individualizada, considerando histórico pessoal e familiar.
Quem não tem histórico familiar nunca terá câncer de mama (mito)
O histórico familiar de câncer de mama é, de fato, um fator de risco para a doença – mas não é o único. Outros fatores de risco também podem ocasionar a doença mesmo em quem não tem parentes próximos que já tiveram o diagnóstico. Isso significa que a prevenção da doença é importante para todos.
Papel do oncologista e quando buscar um médico
O acompanhamento com uma oncologista especialista em mama é fundamental desde a suspeita inicial até o seguimento após o tratamento. Na minha prática, sou responsável por solicitar e interpretar os exames, definir a melhor estratégia terapêutica e orientar cada mulher em todas as fases da doença, sempre de forma individualizada.
Oriento procurar uma oncologista ao perceber sinais de câncer de mama, como caroços na mama, alterações no formato, na pele ou no mamilo, ou diante de exames com resultados alterados. Quanto mais cedo essa avaliação acontece, maiores são as possibilidades de um tratamento eficaz.
Contar com uma oncologista especialista em câncer de mama significa ter um cuidado personalizado, baseado nas evidências científicas mais atuais e em uma escuta atenta. Se você busca uma oncologista especialista em câncer de mama em São Paulo, será um prazer te acompanhar. Agende sua consulta e vamos cuidar da sua saúde juntas.
Mais sobre mitos do câncer de mama
Entre os principais estão a ideia de que sempre é possível sentir o câncer de mama no autoexame, de que ele só atinge mulheres idosas e de que todo tratamento envolve quimioterapia. Esses equívocos podem atrasar o diagnóstico e dificultar o cuidado adequado.
Não. Estudos científicos não comprovaram relação entre o uso de desodorantes, sutiãs e aumento do risco. Esse é um dos mitos mais comuns e persistentes entre as dúvidas sobre câncer de mama.


